Por Igor Pinheiro
No último domingo, nossa querida HBO nos trouxe o fim da primeira temporada de The Leftovers. Contando a história de um grupo de pessoas após o desaparecimento de uma parte da população mundial. O planeta está um caos, uma vez que o desaparecimento parece ter sido aleatório e ninguém consegue encontrar uma explicação plausível para a situação. Pessoas ficam loucas, famílias são destruídas e é bem fácil de se emocionar com a história. De maneira geral, uma ótima temporada de estreia, mas eu esperava algo diferente do final.
Não que tenha sido ruim, me emocionou fortemente em alguns momentos, mas foi bem diferente do que eu imaginava. Pensei em algo mais triste (eu sei que teve parte triste), algo maior e tudo acabou se resumindo apenas às pessoas. Pensei em algo mundial, sei lá.
Mas eu deveria saber desde o começo. Porque a série é do Damon Lindelof e essas são as duas únicas coisas que você precisa saber antes de ver uma série assinada por ele: não confie nele e as séries dele são sobre pessoas, vide Lost. Ou seja, não poderia esperar algo grandioso quando a gente conheceu tanto os personagens, não é mesmo? Mas o padre/reverendo/pastor ficou meio que de fora desse final, apesar dos penúltimo e antepenúltimo episódios.
O policial marido da Jennifer Aniston é um dos melhores personagens da TV atualmente, por mais que seja um pouco forçado para fazer isso. As reações dele à própria loucura são completamente aceitáveis e meu amor por ele aumentou depois do episódio do flashback (e que episódio, amigos). Esses episódios finais deram um ótimo gás à série e Deus abençoe as temporadas curtas. Se você for lembrando, vai pensando em como coisas legais aconteceram em tão pouco tempo. As duas mortes de membros do grupo lá dos que não falam são incríveis e a história da mulher que começa a sair com o policial é muito boa também. O roteiro da série, no que se diz respeito à verossimilhança, está de parabéns.
Uma coisa que não entendi: a Liv Tyler cresceu rápido demais dentro daquele grupo, né? Na cena em que a filha vai visitar a mãe (sei o nome de todos, reparem), ela meio que comanda a galera para sair das casas e tal. Chegou ontem e já está mandando, pode isso? E também não saquei a do bebê no final. Beleza, foi bonito, foi simbólico, mas e aí…? Esse era o gancho? Tudo bem que deu um motivo para a mulher não ir embora, mas e aí…? Esse era o gancho? (repeti as perguntas de propósito)
Se eu tivesse escrito esse season finale (o que seria uma merda), eu teria colocado a mãe voltando abraçada com o filho pra casa encontrando o pai voltando abraçado com a filha e o cachorro, aí rolaria um abraço e olhares do tipo “estamos unidos de novo” e a mãe quebraria o pacto de silêncio falando algo que representasse essa união (falei que seria uma merda). Mas a série, (in)felizmente, é do Damon Lindelof, em quem a gente não deve confiar. E juro que gostei desse fim de temporada, ok? Só que achei mais importante relevar os pontos que me deixaram confuso. E que venha a segunda temporada…
Por Kadu Silva em 12.09.2014
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